CHIKUNGUNYA – ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS E COMPLEMENTARES NAS SEQUELAS

CHIKUNGUNYA E DORES ARTICULARES 

Pacientes infectados com o vírus Chikungunya (CHIKV) apresentam características específicas, incluindo febre alta, rigidez, dor de cabeça, fotofobia, erupção tipo petequias ou maculopapulares e dor articular incapacitante. Pensa-se que a presença de anticorpos IgM e IgG de CHIKV desempenham um papel importante em um novo tipo de artrite reumatóide identificada em 2009.

Foi relatado que 97% dos doentes com infecção por CHIKV queixam-se de sintomas recorrentes durante 6 meses . A fadiga foi considerada totalmente incapacitante em 4,6%, e muito incapacitante em 42,8% dos pacientes. Apenas 10% dos pacientes consideraram seu humor normal, enquanto 37,8% sentiram-se desanimados, e 43,9% consideraram seu humor bem prejudicado.

O objetivo desta breve revisão é apresentar uma abordagem nutricional e complementar que possa contribuir no tratamento das seqüelas da infecção pelo CHIKV.

ENTENDENDO A DOENÇA

Chikungunya que significa “andar dobrado” na língua Kimakonde de Moçambique,  é uma infecção viral  para a qual não há vacina e o tratamento existente visa amenizar os sinais e sintomas.

O vírus chikungunya (CHIKV) é um membro da família Togaviridae e faz parte do gênero alphavirus. A infecção dos seres humanos é transmitida por mosquitos Aedes spp, principalmente Aedes aegypti e albopictus que se contaminam ao picar indivíduos acometidos por esse vírus, e o dissemina para uma pessoa saudável ao picá-la.

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QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DA DOENÇA?

A infecção com CHIKV resulta em febre alta, rigidez, dor de cabeça, fotofobia e erupção petequial ou maculopapular. Além disso, muitos indivíduos infectados apresentam dor articular grave e incapacitante. Classicamente, as pessoas infectadas adotam uma característica posição para caminhar, encurvados para frente.

Uma vez que o paciente começa a se recuperar da fase aguda da infecção, a qualidade de vida pode ser significativamente afetada pelas conseqüências inflamatórias da infecção. Tem sido relatado que as recidivas tendem a ocorrer em pacientes com mais de 40 anos de idade e naqueles com outras comorbidades[doenças].

Os sintomas persistem nos primeiros 90 dias após a infecção e consistem principalmente em mal-estar, dor nas articulações e inflamação dos tendões, os quais levam os pacientes a se tornarem mais dependentes de seus familiares em suas atividades da vida diária.

Os sintomas que foram associados aos efeitos reumáticos de CHIKV ocorrem no estágio crônico da infecção e incluem acometimento de uma ou várias articulações mais distais que não respondem ao tratamento com anti-inflamatórios não esteroidal (AINE) e tem resposta parcial com corticóides e imunossupressores.

chikungunya4Conforme mencionado acima foi relatado que 97% dos pacientes infectados com CHIKV queixam-se de sintomas recorrentes durante 6 meses ou mais, e que estes sintomas impactam em sua energia e humor.

INFECÇÃO E AUTOIMUNIDADE

O papel das infecções nas   doenças auto-imunes têm sido discutido desde que Ehrlich cunhou o termo “horror autotóxico” em 1990. Uma variedade de agentes infecciosos, tanto virais como bacterianos, foram sugeridos ou em casos raros confirmados por ativar a autoimunidade [resposta do sistema imune contra o próprio corpo].
chikungunya3Gatilhos ambientais podem ser devidos a sensibilidades alimentares, toxinas, infecções e estresse.

Trabalhos científicos têm demonstrado que embora o RNA de CHIKV nunca foi detectado nas articulações dos pacientes na fase crônica da infecção, ele foi encontrado em células satélites 90 dias após a infecção. Os macrófagos parecem liberar fatores-chave que mediam a resposta inflamatória durante infecção com esse vírus. Interleucina (IL) -1, IL -6 e IL-8 são detectados em níveis elevados nos linfócitos de pacientes infectados, além de expressão elevada dos genes que codificam para citoquinas e quimiocinas envolvidas na fisiopatologia da artrite.

Ninguém sabe exatamente como a inflamação crônica se traduz em autoimunidade. O que se sabe é que a inflamação aguda ou crônica estressa o sistema imunológico que pode ficar confuso, ou melhor disfuncional , e passar a atacar o próprio corpo. Isso pode acontecer quando ele é continuamente atacado por alimentos alergênicos, por toxinas do ambiente, por infecções e por sobrecarga de estresse.

MAS O QUE SE PODE FAZER PARA O SISTEMA IMUNE VOLTAR A TOLERAR OS TECIDOS DO CORPO?

A autoimunidade ocorre quando o sistema imune perde a autotolerância [sistema imune tolera os elementos do próprio corpo] e começa a atacar os seus próprios tecidos como acontece nas doenças autoimunes tais como na Esclerose Múltipla [ataca a bainha de mielina dos nervos], na Tireoidite de Hashimoto [ataca o tecido da tireóide], na Poliomiosite [ataca os músculos] e na Artrite Reumatóide [ataca principalmente as articulações] dentre outras.

A recuperação da autotolerância é possível graças a capacidade do timo de produzir, regular e equilibrar as células T. Mas para que isso seja possível, toda ajuda é bem vinda como veremos abaixo.

SETE ESTRATÉGIAS COMPLEMENTARES NAS DOENÇAS AUTOIMUNES

  1. Dieta anti-inflamatória incluindo peixes do mar ricos em ômega 3, frutas vermelhas [ricas em polifenóis], nozes e sementes, especiarias anti-inflamatórias tais como gengibre, alecrim e cúrcuma. Evitar alimentos refinados ricos em carboidratos processados: açúcar, alimentos alergênicos ou de difícil digestão. Consumir água mais alcalina e livre de toxinas;
  2. Checar alergias ocultas que podem estar perpetuando o processo inflamatório;
  3. Checar outras infecções crônicas que ajudam a desregular mais ainda o sistema imune;
  4. Fortalecer o sistema imune:

60% do sistema imune encontra-se ao redor do intestino, quando a barreira intestinal fica hiperpermeável, quadro conhecido como Leaky Gut [relembre artigo no site: Doenças autoimunes- quando o corpo se ataca] , o sistema imune tem que dar conta da proteção sozinho e acaba por ficar disfuncional. Assim temos que recuperar a função da barreira intestinal repondo vitaminas, minerais, enzimas digestivas dentre outras coisas;

  1. Usar acupuntura, suplementos e ervas com ação anti-inflamatória e que melhorem a imunidade tais como plantas medicinais da milenar medicina chinesa e ocidentais. Existem várias fórmulas na medicina chinesa que agem desinflamando as articulações e auxiliando no controle da dor;
  2. Exercitar-se regularmente;
  3. Dormir pelo menos 8 horas por noite.
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Sete estratégias complementares

Utilizamos em nossa clínica:

  1. Um Plano alimentar anti-inflamatório individualizado baseado nos exames laboratoriais;
  2. Formulas magistrais chinesas no combate à dor ,à inflamação, e para fortalecer o sistema imunológico;
  3. Formulas com vitaminas e minerais para repor os nutrientes depletados na infecção;
  4. Suplementos tais como omega 3, curcuma;
  5. Acupuntura no combate a dor, ao estresse e para ajudar no sono.

Agende já sua consulta através do e-mail: clinica.medin88@gmail.com

 

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