QUAL A ABORDAGEM DA MEDICINA FUNCIONAL NA FIBROMIALGIA?

Antes de ler esse texto, entenda mais sobre a fibromialgia clicando aqui.

A Matriz da medicina funcional procura levar em conta na abordagem diagnóstica e terapêutica todos os possíveis fatores descritos atualmente na literatura médica que possam estar na raiz desse distúrbio.

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Tudo está interconectado: os 7 sistemas do corpo e os aspectos mentais, emocionais e espirituais[sentido de vida]. As manifestações das doenças refletem desequilíbrios nesses sistemas

Segundo a experiência da Dra. Amy Myers10 causas-raiz na Fibromialgia:

  1. Intolerância ou sensibilidade ao glúten: há artigos indexados em revistas médicas que apontam que o glúten pode estar ligado a mais que 55 doenças e que a maioria dos sintomas provocados por ele não estão no trato digestório como originalmente foi descrito na doença celíaca mas se manifestar como sintomas neurológicos tais como dor, prejuízo cognitivo, distúrbios do sono e de comportamento, fadiga e depressão;
  2. Supercrescimento de cândida(SIFO): a cândida vive nos intestinos mas quando a sua população aumenta, ela produz toxinas que atravessam a barreira intestinal e chegam ao sangue gerando sintomas como fadiga, irritação, queixas digestivas, dor e sensação confusa na cabeça dentre outros;
  3. Hipoatividade da glândula tireoide: um percentual considerável da população tem o chamado Hipotireoidismo com queixas de fadiga, depressão, distúrbios do sono;
  4. Deficiências de vitaminas e minerais: na prática clínica encontram-se deficiências dessas substancias vitais para o bom funcionamento do organismo ;
  5. Supercrescimento de bactérias no intestino delgado (SIBO) e Leaky Gut (Intestino Hiperpermeável): Há mais bactérias no nosso corpo que células. Devemos ter uma microbiota[comunidade de bactérias] intestinal equilibrada com predomínio de lactobacilos e bifidobactérias que colaboram com o nosso sistema imune e auxiliam na digestão de alimentos fora as várias funções que essas bactérias tem. Ao ingerirmos alimentos ricos em açúcar, pobres em fibras, essa microbiota é afetada e a habilidade para digerir alimentos e absorver nutrientes é prejudicada. Ou seja, comemos mas não nos nutrimos. Além disso as bactérias patogênicas e fungos podem aumentar(SIBO e SIFO) liberando toxinas que abrem a barreira intestinal(Leak Gut). Devemos planejar a nossa alimentação, pensar no combustível básico que é a base da saúde;
  6. Fadiga adrenal: a glândula adrenal fabrica cortisol que é o hormônio liberado em situações de estresse físico, metabólico ou mental. Os estressores iniciais podem ser intolerâncias ou alergias alimentares, fungos, toxicidade de metais tóxicos, deficiências de vitaminas e minerais. A solicitação constante dessa glândula acaba por ir reduzindo as suas reservas para fabricar os seus hormônios, inclusive o cortisol que quando encontra-se baixo leva a sintomas de fadiga, depressão, alergias de controle difícil, etc;
  7. Toxicidade por metais tóxicos tais como mercúrio, chumbo;
  8. Mutações da enzima MTHFR (Metileno tetrahidrofolato redutase): que podem levar a alterações na via da metilação e da detoxificação do corpo com alterações na produção de neurotransmissores tais como serotonina, dopamina e noradrenalina com consequente desequilíbrio no sistema de controle de dor;
  9. Deficiência de glutationa: a glutationa é crucial para a detoxificação do organismo. Ela elimina o “lixo “do metabolismo.Pacientes com alterações  nas enzimas GSTM1 e GSTP1 necessárias para produzir e reciclar a glutationa  queixam-se de fadiga;
  10. Micotoxinas: somente cerca de 25% da população carreia os genes  que os fazem susceptíveis a micotoxinas, substancias muito tóxicas produzidas por fungos.

Todos esses fatores podem ativar o sistema imune e levar a inflamação crônica no organismo incluindo o cérebro o qual controla o sistema de dor.

NOSSA ABORDAGEM NA CLÍNICA:

  1. Investigar alergenos e intolerância a alimentos;
  2. Investigar patógenos bacterianos, vírus e fungos;
  3. Avaliação das funções das glândulas tireoide e adrenal;
  4. Pesquisar deficiências de vitaminas e minerais;
  5. Investigar polimorfismos genéticos.

FERRAMENTAS QUE UTILIZAMOS COMO TERAPÊUTICA:

  1. Acupuntura sistêmica e auricular para liberação de endorfinas no auxilio da dor além de plantas medicinais para controle da dor;
  2. Reposição de vitaminas e minerais;
  3. Programa dos 5 Rs para equilibrar as funções do trato digestório;
  4. Uso de plantas medicinais adaptogenos para fadiga;
  5. Terapêutica com aminoácidos para auxiliar na produção de neurotransmissores;
  6. Combate a fungos, bactérias e vírus patogênicos;
  7. Adequação da função da tireóide;
  8. Suporte na via detoxificação do organismo;
  9. Terapia EMDR (vide este artigo) para tratamento de traumas emocionais.

 

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