DOENÇA DE LYME – A GRANDE SIMULADORA

Lyme

I – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

É uma doença transmitida pela picada de um carrapato infectado do gêneroIxodes por uma bactéria chamada “borrelia”. Há muitos tipos diferentes dessa bactéria mas a inicialmente descrita na Doença de Lyme clássica é a Borrelia burgdoferi.

Como há diferentes cepas de borrelia ao redor do mundo, as manifestações clínicas da doença variam daquelas descritas na Doença de Lyme clássica documentada pela primeira vez em 1975 na cidade de Lyme em Connecticut nos Estados Unidos da América [EUA].

Lyme-2

Os sintomas da Doença de Lyme podem aparecer dias, semanas, meses e anos após a infecção inicial. O tratamento recomendado nos casos agudos é o uso de antibióticos.

Não há um tratamento único para todos os pacientes com o quadro crônico de Lyme  porque há uma interação entre a bactéria e o sistema imune desencadeando um quadro de autoimunidade provavelmente decorre de uma neurotoxina. Assim deve-se elaborar um plano de tratamento que module o sistema imune .

II – TAMANHO DO PROBLEMA

A Doença de Lyme tem se tornado a mais crescente doença transmitida por inseto nos EUA, na Europa e na Ásia. Mais de 300.000 pessoas por ano nos EUA e 65.000 na Europa são afetadas por essa epidemia. E muito mais casos provavelmente não são diagnosticados devido às dificuldades no diagnóstico.

III – DIAGNÓSTICO- DIFICULDADES

Estágios clínicos da Doença de Lyme:

Estágio 1

Localizado: dias

Rash tipo eritema migrans no sítio da picada do carrapato
Estágio 2

Disseminado: semanas

Sintomas semelhante a gripe

Cardíacos e neurológicos

Estágio 3

Tardio: meses a anos

Artrite de Lyme

Encefalopatia, neuropatia

Segundo o Dr. Sunjya Schweig, médico funcional especialista em Doença de Lyme, o quadro clínico dessa doença e suas sequelas é o apresentado abaixo:

  1. LYME AGUDO: febre, cefaleia [dor na cabeça], mal estar, sintomas como gripe, dor articular migratória, dor migratória que se inicia em um joelho e então pode se mover para um ombro, depois para um cotovelo, mão e tornozelo.  Além de dormências, formigamentos, aumento de linfonodos [gânglios linfáticos], rash tipo eritema migrans [bull’s eye rash], dores musculares, fadiga persistente, paralisia facial.

Contudo, nem todas as pessoas apresentam esse quadro agudo porque a bactéria pode permanecer dormente e após anos se manifestar;

  1. LYME CRÔNICO: ocorre ativação da autoimunidade que pode produzir quadros clínicos semelhantes a Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson e Alzheimer. Ressalta que em uma percentagem significante de pacientes com Doença de Alzheimer foi isolada a espiroqueta Borrelia burgdoferi de placas amiloides no cérebro.

Os sintomas da Doença crônica de Lyme variam de cefaleias severas, rigidez no pescoço, fadiga persistente, rash no corpo, artrites com dor e edema [inchaço] intensos em grandes articulações especialmente em joelhos, dores que mudam de lugar [sejam em tendões, articulações, músculos ou ossos], batimentos cardíacos irregulares [cardite de Lyme] ou palpitações, vertigens ou dispneia [falta de ar], inflamação no cérebro e na medula espinhal, sensação de dormência, formigamento ou de queimação em mãos e pés, problemas com a memória de curto prazo.

O Dr. Sunjya Schweig chama atenção para os critérios diagnósticos dados pelo CDC [Center for Disease Control and Prevention] dos EUA que são os seguintes:

“Quando o médico detecta o eritema migrans [Bull’s eye rash], esteriótipo que  não ocorre em  todos os pacientes somente em cerca de 30 a 50% deles, é que ele deve solicitar a sorologia para a Doença de Lyme que é feita em duas etapas. O primeiro usa o teste Elisa e somente se for positivo, pede-se o teste Western Blot para confirmação. Infelizmente a taxa de teste falso negativo [o teste dá negativo mas você tem a doença] é elevada, chegando em torno de 33 a 75%, conclui o Dr. Sunjya.”

“Esclarece ainda que há várias razões para a sensibilidade baixa desses testes. No geral, um grupo vasto de pacientes apresentam uma robusta resposta imune à presença da borrelia e reagem formando anticorpos os quais são detectados nesses testes, mas em outros isso não acontece. Seja devido a uma resposta imune menos intensa seja porque esse patógeno costuma mudar de forma e se “esconder” do sistema imune. Mas quando o sistema imune o detecta novamente produz anticorpos e a sorologia pode ficar positiva.”

Assim a sorologia positiva apenas confirma se você foi exposto a borrelia mas quando negativa não é suficiente para afastar a Doença de Lyme devido as considerações acima.

Existe ainda o teste do PCR [Polymerase chain reaction] que detecta fragmentos de DNA da borrelia no sangue, urina, fluido articular ou cérebro-espinhal. Ele é altamente específico para espécies de borrelia mas pouco sensível. Estudos mostram que menos de 50% dos pacientes com Doença de Lyme ativa têm um teste PCR positivo.

IV- TRATAMENTO INTEGRATIVO

  • TRATANDO FASE AGUDA: uso de antibióticos com ação sobre a borrelia;

  • TRATANDO FASE CRÔNICA: segundo o Dr. Darin Ingels, vítima da Doença de Lyme e com experiência nessa patologia, o tratamento nessa fase não se concentra apenas em matar a bactéria, mas em focar em um Plano de modulação do sistema imune que permita o combate mais eficiente desse patógeno e das sequelas provocadas por ele:
  • Reparar o intestino onde repousa cerca de 60% do sistema imune;
  • Seguir uma dieta que module o sistema imune;
  • Usar plantas medicinais que tenham ação sobre o patógeno;
  • Cuidar do ambiente em que vive o paciente de forma que não deplete mais ainda o sistema imune com toxinas;
  • Alterações no estilo de vida que favoreçam a saúde tais como reduzir o nível de estresse, sono mais revitalizante e a prática de exercício.

MAS O QUE SE PODE FAZER PARA O SISTEMA IMUNE VOLTAR A TOLERAR OS TECIDOS DO CORPO?

A autoimunidade ocorre quando o sistema imune perde a auto tolerância [sistema imune tolera os elementos do próprio corpo] e começa a atacar os seus próprios tecidos como acontece nas doenças autoimunes tais como na Esclerose Múltipla [ataca a bainha de mielina dos nervos], na Tireoidite de Hashimoto [ataca o tecido da tireóide], na Poliomiosite [ataca os músculos] e na Artrite Reumatóide [ataca principalmente as articulações] dentre outras.

recuperação da autotolerância é possível graças a capacidade do timo de produzir, regular e equilibrar as células T. Mas para que isso seja possível, toda ajuda é bem-vinda como veremos abaixo.

SETE ESTRATÉGIAS COMPLEMENTARES NAS DOENÇAS AUTOIMUNES

  1. Dieta anti-inflamatória incluindo peixes do mar ricos em ômega 3, frutas vermelhas [ricas em polifenóis],nozes e sementes, especiarias anti-inflamatórias tais como gengibre, alecrim e cúrcuma. Evitar alimentos refinados ricos em carboidratos processados: açúcar, alimentos alergênicos ou de difícil digestão. Consumir água mais alcalina e livre de toxinas;
  2. Checar alergias ocultas que podem estar perpetuando o processo inflamatório;
  3. Checar outras infecções crônicas que ajudam a desregular mais ainda o sistema imune;
  4. Fortalecer o sistema imune: 60% do sistema imune encontra-se ao redor do intestino, quando a barreira intestinal fica hiperpermeável, quadro conhecido como Leaky Gut [relembre artigo no site: Doenças autoimunes- quando o corpo se ataca], o sistema imune tem que dar conta da proteção sozinho e acaba por ficar disfuncional. Assim temos que recuperar a função da barreira intestinal repondo vitaminas, minerais, enzimas digestivas dentre outras coisas;
  5. Usar acupuntura, suplementos e ervas com ação anti-inflamatória e que melhorem a imunidade tais como plantas medicinais da milenar medicina chinesa e ocidentais. Existem várias fórmulas na medicina chinesaque agem desinflamando as articulações e auxiliando no controle da dor;
  6. Exercitar-se regularmente;
  7. Sono revitalizante.


SETE ESTRATÉGIAS COMPLEMENTARES 

Utilizamos em nossa clínica:

  1. Um Plano alimentar anti-inflamatório individualizado baseado nos exames laboratoriais;
  2. Formulas magistrais chinesas no combate à dor, à inflamação, e para fortalecer o sistema imunológico;
  3. Formulas com vitaminas e minerais para repor os nutrientes depletados na infecção;
  4. Suplementos tais como ômega 3, cúrcuma e os específicos para o quadro clínico;
  5. Acupunturano combate a dor, ao estresse e para ajudar no sono.

Agende já sua consulta através do e-mail: clinica.medin88@gmail.com

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