LECTINAS – POR QUE VOCÊ DEVERIA EVITAR?

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O QUE SÃO LECTINAS?

As lectinas são parte do sistema de defesa dos vegetais para se defenderem contra os predadores como  os humanos e os  animais. Lectinas são encontradas em grãos, nozes, leguminosas e na família das solanáceas e têm sido associadas com sintomas de desconforto digestivo, síndrome do intestino hiperpermeável [Leaky Gut] e inflamação crônica.

As lectinas são proteínas que se ligam a carboidratos e estão presentes em plantas e animais. Seu papel é proteger espécies de plantas e também auxiliar em funções imunológicas dentro de suas respectivas espécies. São moléculas que aderem aos açúcares e causam alterações funcionais no corpo. Tem sido relatado que as lectinas danificam o revestimento gastrointestinal e criam estados de inflamação sistêmica crônica.

COMO AS LECTINAS PODEM LEVAR AO LEAKY GUT?

Lectina 02

Foi demonstrado que as lectinas se ligam ao revestimento intestinal e em particular às vilosidades do intestino delgado. As vilosidades são prolongamentos das células intestinais pelos quais os nutrientes fluem antes de entrarem na corrente sanguínea. Quando as vilosidades são danificadas pelas lectinas, o corpo é incapaz de digerir e absorver eficazmente os nutrientes no intestino delgado. Os danos e inflamações causadas pelas lectinas também alteram a flora intestinal levando a disbiose [desequilíbrio da flora intestinal] e favorecendo os organismos patogênicos (parasitas, vírus, fungos e bactérias).

Este processo leva à síndrome do intestino hiperpermeável [Leaky Gut]. Nesse quadro, o revestimento intestinal tem lacunas abertas o que favorece a entrada para a corrente sanguínea de toxinas, lectinas e outras partículas além de organismos patogênicos e seus metabólitos. As lectinas que flutuam livremente na corrente sanguínea têm uma afinidade pelos receptores de insulina e leptina e acredita-se que dessensibilizam esses receptores, contribuindo para a resistência à insulina e à leptina no organismo.

COMO AS LECTINAS PODEM LEVAR A INFLAMAÇÃO CRÔNICA NO CORPO?

O corpo também cria uma resposta imune às moléculas de lectina, uma vez que as identifica como antígenos ou partículas estranhas que podem ser prejudiciais. Isso leva a uma reação auto-imune (autoimunidade), onde o sistema imunológico atacará os tecidos   onde as lectinas se aderem. Uma vez que esta sensibilização do sistema imunológico ocorra, o corpo também se tornará altamente inflamado quando se consome alimentos que contenham altas quantidades de lectinas.

O trigo contém uma lectina chamada aglutinina de germe de trigo ou WGA. Muitos indivíduos têm um alto nível de sensibilidade ao WGA e isso é freqüentemente confundido com a sensibilidade ao glúten. As lectinas inibem o fator de crescimento dos nervos, o que afeta a capacidade deles de se reparar de maneira eficaz. Muitos indivíduos não têm sensibilidade ao glúten mas sim ao WGA que está causando graves problemas inflamatórios ao corpo.

QUAIS ALIMENTOS TÊM MAIS LECTINAS?

  • Leguminosas (feijões, lentilhas, ervilhas, grão de bico) (especialmente soja)
  • Grãos de todos os tipos
  • Milho
  • Nozes cruas
  • Solanáceas (berinjela, tomate, batata e pimenta vermelha)

COMO REMOVER AS LECTINAS DOS ALIMENTOS?

É impossível remover todas as lectinas da dieta. Algum nível de consumo de lectina pode ser benéfico para a saúde, pois proporciona um leve estresse ao sistema digestivo o que fortalece nossas capacidades digestivas. A chave é evitar o consumo excessivo de lectinas, o que é uma variável diferente para cada um levando em conta a saúde do seu sistema digestório. Se você tiver uma doença autoimune, a maioria dos especialistas em medicina funcional tal como a Dra. Amy Myers, orienta retirar os alimentos ricos em lectinas da dieta.

A imersão em água e  o brotamento(germinação) de grãos, leguminosas, nozes e sementes ajudam reduzir as lectinas,  e também  o ácido fítico [fator antinutricional], mas não  as eliminam totalmente. As lectinas são bastante resistentes à atividade enzimática e  o brotamento é uma das melhores maneiras de reduzi-la.

E quais são as opções para substituir as solanáceas?
Sugere-se as seguintes opções:

Tomate Por beterraba, cenoura
Batata inglesa Por batata doce, couve-flor
Berinjela Por cogumelos
Pimentão Por salsão, rabanetes, abobrinha
Pimenta caiena, vermelha Por pimenta preta, pimenta branca

O QUE FAZEMOS NA CLÍNICA COMO SUPORTE A ESSAS REAÇÕES?

 Utilizamos em nossa clínica:

  1. Uma orientação alimentar anti-inflamatória, anti-alergênica e desintoxicante individualizada baseado nos exames laboratoriais;
  2. Adequação da digestão dos alimentos e da absorção dos nutrientes usando o Programa dos 5Rs;
  3. Fórmulas magistrais chinesas no combate a rinite, sinusite, asma, bronquite, alergias de pele, alergias alimentares; fórmulas digestivas;
  4. Fórmulas com vitaminas e minerais, aminoácidos para repor os nutrientes depletados e modular o sistema imune;
  5. Suplementos tais como ômega 3, cúrcuma, resveratrol, luteolina, quercetina e os específicos para o quadro clínico;
  6. Acupuntura [vide neste site: “Acupuntura: indicações”]no alivio dos quadros respiratórios, alergias de pele e melhora da digestão;
  7. Tratamento psicoterápico para insônia, ansiedade, alergia, depressão, de traumas, fobias dentre outras baseado nas mais modernas descobertas de como o cérebro funciona e dos impactos sobre ele que repercutem em nossa saúde mental- EMDR [vide nesse site o artigo: “EMDR- uma psicoterapia revolucionária”];
  8. Adequação do sono (vide artigo nesse site: “Por que nós dormimos?” e “Insônia- como melhorar o sono, o humor e a vitalidade”);
  9. Associada a essa terapia trabalhamos também as questões sobre o sentido e proposito de vida [Vide neste site o artigo: “Uma visão completa e prática do que é ter sentido na vida”]

Agende já sua consulta através do e-mail: clinica.medin88@gmail.com

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